O assalto em Moema

Vida Crônica

Um estrondo no meio do dia perturbou a tão tranquila e alegre rua nobre de Moema. 

O barbeiro da rua, os clientes do restaurante da esquina, e os motoristas dos 3 carros parados no farol, entortaram seus pescoços e, assustados, viram um carro preto arrancar na contramão, que se recusou a ficar parado no farol vermelho. 

“É ladrão, é ladrão”, gritou o porteiro do prédio, cujo vidro da porta de entrada estava espatifado no chão. 

O delegado, que almoçava tranquilo no restaurante da esquina do fatídico farol vermelho, não hesitou em saltar para cumprir o que lhe é de ofício. 

Dois quarteirões e 10 minutos depois, o desfecho tinha dois carros batidos, uma moto atropelada e uma respeitável voz de prisão aos quatro homens desarmados, que carregavam nos bolsos as jóias da senhora que morava na cobertura do prédio com nome de passarinho. 

O delegado-herói encerrou a operação exibindo os bandidos deitados no chão numa live aos seus seguidores do Instagram, e deixou a todos uma lição valiosa: 

“O crime não compensa e pode até render um tiro no bumbum.” 

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