O assalto em Moema

Em dez minutos, uma rua tranquila ganhou perseguição, herói, plateia e uma moral pouco convencional.
12 de setembro de 20251 min de leitura

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Um estrondo no meio do dia perturbou a tranquila e alegre rua de Moema. 

O barbeiro da rua, os clientes do restaurante da esquina, e os motoristas dos três carros parados no farol entortaram o pescoço e, assustados, viram um carro preto arrancar na contramão, recusando-se a respeitar o farol vermelho. 

– É ladrão! É ladrão!

Gritou o porteiro do prédio, enquanto o vidro da entrada ainda terminava de cair no chão.

O delegado, que almoçava tranquilo no restaurante da esquina do fatídico farol vermelho, não hesitou em saltar para cumprir o que lhe é de ofício.

Dois quarteirões e dez minutos depois, o saldo era de dois carros batidos, uma moto atropelada e uma respeitável voz de prisão dirigida aos quatro homens desarmados, que carregavam nos bolsos as joias da senhora que morava na cobertura do prédio com nome de passarinho.

O delegado-herói encerrou a operação exibindo os bandidos deitados no chão em uma live para seus seguidores no Instagram.

E, como toda boa história precisa de uma lição, deixou registrada a sua para os seguidores:

O crime não compensa e pode até render um tiro no bumbum.