A ideia do blog nasceu em 2025, mas não seja rápido em pensar que ele é muito precoce, jovem, e sem uma raiz que valha a leitura.
Os primeiros textos desse blog, da seção Contos Fantásticos, são de 2022 e, embora esses textos me ajudaram a encontrar socorro e identidade na escrita, seria injusto pensar que essa é a raiz do blog, pois já existia escrita em mim antes disso.
As minhas primeiras memórias com a escrita vem dos meus 10 anos de idade, mais ou menos na mesma época que eu me apaixonei pela leitura. Mas, se a gente quiser mesmo achar um culpado (caso você não goste dos meus textos) ou um bom responsável humano que fez eu entrar na literatura, podemos falar da minha mãe. As minhas memórias de vida mais antigas traz a minha mãe me acordando pela manhã com um copo de chocolate quente batido numa mão e com um papel na outra. Nesse papel, havia uma poesia, um salmo ou uma história que eu deveria decorar para recitar em algum domingo próximo na igreja. Era um gole de chocolate alternado com uma frase repetida. Eu já tinha um orgulhoso título de poetisa aos 2 ou 3 anos de idade.
Penso que, ao desenvolver minha expressão de linguagem quando criança, normalizei a ideia de estar entre os textos, e todo o restante da minha história com a escrita passa pela ideia de usar as palavras no papel para dizer o que me toca, ou que me dói, ou que me alegra, ou que me faz enxergar um pouco melhor as coisas que racionalizo.
Entre textos e mais textos, descobri que escrever me faz conectar ideias minhas que, sem escrever, elas não se associariam. Talvez, eu nem saberia que as tenho se não as tivesse escrito.
Escrever é uma forma de se ver do avesso.
Acho que consegui te dar algumas pistas do porquê escrevo, mas criar um blog é sobre compartilhar esses textos.
O Conto com Graça nasceu de uma consciência de que Jesus é o verbo de Deus que nos fala o evangelho de João 1: palavra viva de Deus, ação criadora no mundo e sentido de todas as coisas. Sendo verbo, ele é ação que se move no meio das palavras.
Sempre entendi a escrita como um chamado, mas não sabia como ele gostaria de desenvolver em mim. Enquanto pensava que eu deveria conjugar Jesus, eu fiquei paralisada por medo de não saber encontrar a escrita perfeita. Agora, entendi que Jesus é verbo intransitivo, completo em si mesmo, não precisa de complemento e transcende qualquer conjugação humana. Forneço a folha e a caneta!
Jesus é o Verbo que conjuga toda ação humana.
Compartilho os meus textos por obediência e amor ao Deus que muito me entregou através das palavras, tanto as que eu li de escritores ao longo da vida, como as que escrevi. Minha oração é que os textos desse blog tenham um significado único para cada leitor, na medida do que for necessário trazer significado.
Que as palavras sejam como sementes jogadas nos corações e nas memórias, e frutifiquem em tempo oportuno!
Boa leitura!
Samara Rodrigues Alves é a mais nova de 3 filhas e, da casa cheia, herdou o amor à convivência familiar e uma voz que tem um megafone embutido na garganta. Das histórias de fé da sua avó, das orações e leituras do seu pai, da fé viva da sua mãe, e das experiências com suas irmãs, tios e primos, nasceu o amor à Jesus. Com seu marido, aprendeu da soberania de Deus para agir no mundo de modos nem sempre convencionais. Pura graça!
Logo no início da faculdade de Química na Universidade de São Paulo, viu que uma fé que não pode ser questionada é uma fé fraca. Vivendo os seus questionamentos, ela se tornou protagonista da sua própria história de fé. Para além da sua profissão e Doutorado em Ciências, sua cabeça funciona com engrenagem de pesquisadora.
Samara é pesquisadora clínica e, seja pela natureza do seu trabalho ou por hobby com seu marido, vive uma rotina de viagens que a permite encontrar lentes e enxergar através de histórias, culturas, culinárias e jeitos encontrados pelo Brasil e pelo mundo.