aquela dos que buscam esperança
e tentam enxergar sinais por aí
de que vão encontrar o que procuram.
É preciso que eu entregue Isaque
antes mesmo de o ter comigo?
Eu bem sei que é nos momentos das mais profundas angústias
que vemos a face de Deus.
E te peço:
não te demores
Conduze-me ao Teu lugar,
para que eu conheça uma face do Teu amor
que ainda não conheço.
Ó Deus, somente o bálsamo do Teu Santo Espírito
pode acalmar o meu coração
e me devolver esperança.
Acalma a ansiedade da minha alma
e vem me fazer repousar
no Teu lugar seguro.
Se não for agradável a Ti
me mostrar as Tuas intenções,
não preciso saber tudo.
Mas me conduze até o Teu lugar.
Que, no meio daquilo que eu ainda não compreendo,
eu conheça em Ti
aquilo que ainda não conhecia.
Amém.
um pouco de contexto bíblico
A imagem de Isaque faz referência à história de Abraão narrada em Gênesis 22:1–19.
Depois de esperar durante muitos anos pelo filho que Deus lhe havia prometido, Abraão recebe o pedido de oferecê-lo em sacrifício. Ele sobe o monte com Isaque, prepara o altar e, no momento em que se dispõe a entregá-lo, é interrompido pelo anjo do Senhor. Um carneiro é então providenciado para o sacrifício no lugar do menino.
Mais tarde, Hebreus 11:17–19 apresenta esse episódio como uma expressão extraordinária da fé de Abraão: ele confiava de tal maneira na promessa de Deus que cria que, mesmo diante daquilo que não conseguia compreender, Deus continuaria sendo fiel.
Gosto de olhar para essa história não como um momento em que Deus precisava mostrar a Abraão quem mandava, mas como um lugar em que o próprio Abraão pôde conhecer a profundidade da sua confiança.
Há experiências em que a fé só descobre até onde pode ir quando é chamada a caminhar por um lugar que ainda não conhece.
Talvez Abraão tenha descido daquele monte conhecendo algo sobre Deus.
Mas talvez tenha descido também
conhecendo algo sobre a própria fé que jamais conheceria sem ter subido.


